domingo, 25 de setembro de 2016

Alma

“O amor, porém, é contagioso, com especialidade na solidão, onde a alma tem necessidade de uma companheira, e quando de todo não a encontra, divide-se ela própria para ser duas: uma, esperança; outra, saudade.”
(José de Alencar- Til )




imagem: Daniel_Ridgway_Knight








José de Alencar -  escritor brasileiro  nasceu no Ceará, no ano de 1829. Antes de iniciar sua vida literária, atuou como advogado, jornalista, deputado e ministro da justiça. Este autor utilizou em suas obras os temas : o índio e o sertão do Brasil. Faleceu aos 48 anos de idade, em 1877, deixando inúmeras obras que fazem sucesso até os dias atuais.


Fonte:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.do?select_action=&co_autor=71 
https://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Ridgway_Knight

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Permitimos

Que bom que nos permitimos

Nos encontrar,

Conhecer e experimentar

Essa coisa chamada amor, gostar, querer,

 cuidados de que tanto sinto falta.

Desde o momento em que acordo,

até o último segundo antes de dormir

Sinto
a tua falta...

René Moreth, 25/07/2016

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A Sua



                                                                                                            imagem: Google

Eu só quero que você saiba

Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
Como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba no meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Eu só quero que você saiba

Que estou pensando em você...


                                                                                                                                                                   música: A Sua - Marisa Monte

domingo, 8 de maio de 2016

Ensinarás

imagem: Google

"Ensinarás a voar... Mas não voarão o teu voo.
Ensinarás a sonhar... Mas não sonharão o teu sonho.
Ensinarás a viver... Mas não viverão a tua vida.
Ensinarás a cantar... Mas não cantarão a tua canção.
Ensinarás a pensar... Mas não pensarão como tu.
 Porém, saberás que cada vez que voem, sonhem, vivam, cantem e pensem... estará a semente do caminho ensinado e aprendido!"

Madre Teresa de Calcutá


https://pt.wikipedia.org/wiki/Madre_Teresa_de_Calcut%C3%A1

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Que eu saiba puxar lá do fundo do baú




imagem:Google

Que comece agora.
E que seja permanente essa vontade de ir além daquilo que me espera.
E que eu espero também.
Uma vontade de ser. Àquela, que nasceu comigo e que me arrasta até a borda pra ver as flores que deixei de rastro pelo caminho.
Que me dê cadência das atitudes na hora de agir.
Que eu saiba puxar lá do fundo do baú, o jeito de sorrir pros nãos da vida.
Que as perdas sejam medidas em milímetros e que todo ganho não possa ser medido por fita métrica nem contado em reais.
Que minha bolsa esteja cheia de papéis coloridos e desenhados à giz de cera pelo anjo que mora comigo.
Que as relações criadas sejam honestamente mantidas e seladas com abraços longos.
Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim.
Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve.
Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior.
Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.

Caio Fernando Abreu

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa7402/caio-fernando-abreu

segunda-feira, 21 de março de 2016

A saudade é um sentimento daqueles esquisitos


Voltando de viagem  ao sair pela área de desembarque do aeroporto, vinha caminhando a passos tranquilos e sem pressa, quando fui vencido por um desejo de sentar-me naquele banco mais distante por alguns momentos,  e ali fui tomado por um grande vazio no peito. Sem dificuldade, tive a certeza de que havia sido vencido pela saudade, sem conseguir conter o marejar dos olhos e buscando uma forma de não me fazer notar.
A saudade é um sentimento daqueles esquisitos, porque fica imersa dentro do  coração e vêm à tona a todo momento para nos recordar que ela existe e está ali se fazendo lembrar.
E quando ascende à nossa mente, vêm sempre carregada dos mais diversos sentimentos, emoções, imagens, gestos e recordações, e tem o poder de nos fazer parar tudo o que estamos fazendo e arrancar um suspiro, um sorriso e às vezes até  uma lágrima.
Aí submerge novamente.
Por vezes, traz consigo apenas um sorriso com os olhos fechados, que quem vê logo percebe: "- ah, se lembrou de alguma coisa boa..."
O mais interessante é que mesmo guardada lá no canto mais profundo de nosso coração, ela permanece alerta, pronta para atacar novamente:
Passe os olhos em uma foto no smartphone de um lugar em que estiveram;
Cruze na rua com uma pessoa usando aquele mesmo perfume. Sinta o aroma daquele prato favorito trazido pela mesma brisa daquele parque onde sentaram juntos; ou abra a gaveta e encontre bem ali à frente aquele presente recebido. Não adianta fechá-la rapidamente, pois seus olhos vão se desviar para a estante, justamente naquele livro que você ganhou no primeiro encontro.
 Ardilosa!
E às vezes sorrateira, ela nos provoca, mandando músicas que nos fazem imediatamente lembrar-se da pessoa amada ou local em que estiveram juntos. Adianto que como numa provocação para a guerra, aquela música começa a surgir em comerciais de TV, como trilha sonora daquele filme antigo que a emissora resolve reapresentar na sessão da madrugada e no anúncio da rádio daquele curso que você nunca se interessou.
E lá vem de novo!  Aquele turbilhão de pensamentos que você precisa, deve disfarçar, conter-se, resistir à todo custo  mas... fecha os olhos e... sorri. (Não conseguiu segurar de novo).
Pacientemente, ela nos faz contar dia-a-dia o espaço de tempo para o reencontro onde finalmente ela será, enfim, derrotada.
Cada um à sua maneira, seja na mente, seja num quadro com a contagem regressiva riscada todo final de jornada, seja simplesmente olhando na agenda que vai se diminuindo o número de folhas até chegar o grande dia.
Felizmente a tal saudade, por sua própria provocação, acaba sendo derrotada através de um sem número de ligações, mensagens e reencontros.
Mas ai daquele que imagina ter conseguido vencê-la.  Ela está ali apenas quietinha obtendo novas cenas, sabores, aromas, sentimentos, carinhos, imagens e locais para emergir tudo de novo numa nova ventura.
Até o dia em que as despedidas deixem de doer.
                                                                                                                                            R.Moret - 31/01/16

segunda-feira, 14 de março de 2016

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância

Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância.A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.
Estas são as coisas que aprendi:
Compartilhe tudo;
Jogue dentro das regras;
Não bata nos outros;
Coloque as coisas de volta onde pegou;
Arrume sua bagunça;
 Não pegue as coisas dos outros;
Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
 Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
 Dê descarga; (esse é importante)
 Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
 Respeite o limite dos outros;
 Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;
Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
 Quando sair, cuidado com os carros;
 Dê a mão e fique junto;
 Repare nas maravilhas da vida;
 O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.
Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro, claro e firme.
Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca.
Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair.
Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos.
É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver.

Trecho adaptado de texto retirado do livro “Tudo o que eu deveria saber na vida aprendi no Jardim de Infância”,de Robert Fulghum, Ed.: Best Seller  http://www.robertfulghum.com/

quarta-feira, 2 de março de 2016

AMIGOS MEUS


Amigos meus, está chegando a hora 
Em que a tristeza aproveita pra entrar 
E todos nós vamos ter que ir embora 
Pra vida lá fora continuar 

Tem sempre aquele 
Que toma mais uma no bar 
Tem sempre um outro 
Que vai direitinho pro lar 

Mas tem também 
Uma sala que está vazia 
Sem luz, sem amor, sombria 
Prontinha pro show voltar 

E em novo dia 
A gente ver novamente 
A sala se encher de gente 
Pra gente recomeçar

Vinícius de Moraes



Reconhecimento do amor


Amiga, como são desnorteantes
os carinhos da amizade. 
Apareceste para ser o ombro suave
onde se reclina a inquietação do forte
(ou que forte se pensava ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
a bruma da renúncia:
não querias a vida plena,
tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
não pedias nada,
não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.

Descansei em ti meu feixe de desencontros
e de encontros funestos.
Queria talvez — sem o perceber, juro —
sadicamente massacrar-te
sob o ferro de culpas e vacilações e angustias que doíam
desde a hora do nascimento, 
senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
ou mais longe, desde aquele momento intemporal
em que os seres são apenas hipóteses não formuladas 
no caos universal.

Como nos enganamos fugindo ao amor! 
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
sua espada coruscante, seu formidável
poder de penetrar o sangue e nele imprimir
uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
em doçura e celestes amavios. 
Não queimava, não siderava; sorria. 
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso. 
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro 
o Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
quando — por esperteza do amor — senti que éramos um só.

Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
com olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
e a pura essência em que nos transmutamos dispensa 
alegorias, circunstâncias, referências temporais, 
imaginações oníricas,
o voo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
as chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
todas as imposturas da razão e da experiência, 
para existir em si e por si,
à revelia de corpos amantes,
pois já nem somos nós, somos um número perfeito:
UM.

Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse 
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
e se confessasse jubilosamente vencido,
até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
a melodia, a paisagem, a transparência da vida,
perdidos que estamos na concha ultramarina de amar. 

(Carlos Drummond de Andrade) 

imagem: https://www.facebook.com/puuung1/




Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987)  foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Drummond foi um dos principais poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Intenções


De ver sua voz e ouvir os seus olhos
Me encontrar na mão dada à minha
Me perder no calor do teu abraço
E calar no silêncio dos teus beijos 
Faz os meus dias parecerem música.
                                                                             (René Tin )


                                                                                    imagem:Google